11.23.2007

 
Hélder Rodrigues em recuperação para o Dakar



O “motard” português Hélder Rodrigues garantiu hoje que está a preparar o Lisboa-Dakar 2008, apesar de ainda se encontrar a recuperar de uma violenta queda sofrida há três meses.“Estou bem, neste momento já estou a treinar e já estou a tentar recuperar a minha forma. Tenho uma situação que ainda faço fisioterapia, que vou continuar até à corrida, mas de resto já está tudo a recuperar bastante bem”, garantiu o piloto, o português com melhor classificação de sempre no Dakar em motos, com o quinto lugar de 2007.Hélder Rodrigues, que representa a Lagos Team, adiantou que, além de treinar de moto, faz ginásio e fisioterapia para preparar a participação na prova.“Neste momento, a minha limitação é que não consigo correr. De resto faço tudo: ando de bicicleta, faço ginásio, com bastante calma, praticamente o meu ginásio é fisioterapia, que faço todos os dias, e ando de moto todos os dias”, explicou o piloto.“Não penso no acidente. A análise ao acidente foi um processo que eu não fiz e nunca me preocupei em fazer. Achei sempre que o acidente tinha sido uma falha minha, que não pode voltar a acontecer, e depois preocupei-me em recuperar e treinar para que isso nunca mais aconteça”, disse Rodrigues.O piloto do Lagos Team confessou ter pensado que o Dakar estava posto em causa: "Passado um mês eu ainda estava no hospital e é claro que se pensava que nunca ia fazer o Dakar 2008”.Rodrigues acrescentou que teve “uma lesão no pé esquerdo”, que fracturou, e “naquela altura não foi colocado gesso porque tinha de andar todos os dias, devido ao problema dos pulmões”. “Isso ficou até hoje, a lesão agravou-se, não é nada muito grave, mas incomoda. Ao fim de mais de um mês ainda estava em casa, não me podia mexer e foi complicado. Mas depois a recuperação foi rápida, comecei logo a fazer fisioterapia e natação e ao fim de pouco tempo comecei a andar de moto e recuperei muito rápido”, explicou.Apesar da gravidade das lesões e da longa recuperação, Hélder Rodrigues mantém os objectivos para a edição 2008 da mítica prova de todo-o-terreno.“Os objectivos são os mesmos, que é melhorar o resultado do ano passado. Tenho de trabalhar muito mais, e sei que o acidente me limitou muito, como é óbvio, porque o acidente foi há três meses e ainda não estou em forma”, admitiu.Rodrigues disse saber que não vai ficar em forma, mas pode “aplicar outra técnica”: “Tenho de aplicar a minha técnica de condução e trabalhar mais neste tempo, para tentar fazer o meu melhor”.“Neste momento não penso que vou fazer quinto ou sexto, o meu objectivo é o que sempre foi desde o início do ano, que é tentar melhorar o meu resultado do ano passado e, se possível, entrar no pódio. Vou trabalhar só para isso e mais nada. Depois, na corrida, logo se vê, mas o objectivo vai ser o mesmo”, afirmou....E Carlos Sousa ambiciona lugar no pódioCarlos Sousa, piloto português que terminou no sétimo lugar das últimas três edições da prova rainha do todo-o-terreno, disse ter condições subir ao pódio na edição deste ano do Dakar.Carlos Sousa considera que tem capacidade para ficar entre os três primeiros classificados, embora reconheça que não será fácil.O piloto da Lagos Team, que estará ao volante de um Volkswagen Touarec, refere que a prova deste ano “tem mais deserto e vai ser discutida até ao último dia”.Carlos Sousa manifestou também o seu contentamento pelo anúncio feito por João Lagos. Responsável da sua equipa e da organização do Lisboa-Dakar, pela edição do próximo ano voltar a sair da capital portuguesa.



Ricardo Leal dos Santos com o novo Pajero a gasolina em Marrocos


Após os excelentes resultados obtidos ao volante do Mitsubishi Pajero DiD, Ricardo Leal dos Santos decidiu elevar ainda mais a fasquia do desafio solo e para o Lisboa-Dakar 2008, vai usar um Pajero 3.5 V6 a gasolina. Decidido a evoluir rapidamente, Ricardo Leal dos Santos encara o desafio de competir com um carro a gasolina como parte dessa mesma evolução, usando um modelo que se destaca, sobretudo, pela sua robustez, embora não deixe de exibir grande competitividade. O motor de 3.5 litros debita 260 CV e 353 Nm de binário, valores interessantes para um veículo cujo peso não excede as duas toneladas. O motor está acoplado a uma caixa sequencial de seis velocidades e a transmissão é composta por três diferenciais que podem receber unidades autoblocantes.
Miguel Barbosa piloto oficial BMW no Dakar

O «novo» Campeão Nacional de Todo-o-terreno, Miguel Barbosa vai participar no próximo Lisboa-Dakar aos comandos do X5 da equipa oficial X-Raid. Após avaliadas todas as possibilidades, a decisão do piloto da Vodafone Liberty Seguros Team acabou por recair no convite efectuado por Sven Quant, para regressar à marca que já o fez Campeão em 2005. Com objectivos bem definidos em termos futuros, a Baja Portalegre foi para Barbosa/Ramalho um verdadeiro teste ao X5, depois de um primeiro contacto realizado em Marrocos. As diferenças entre o BMW utilizado em 2005 e a versão que agora lhes chega às mãos são abismais pelo que há, ainda, um longo processo de desenvolvimento e habituação à nova máquina. Os primeiros contactos com a sua nova máquina, revelaram-se uma agradável surpresa: "É um carro com um potencial extraordinário em todos os aspectos. Fiquei muito bem impressionado e cheio de vontade de começar a adaptar-me ao X5. Estou muito confiante, não só no que se refere ao carro mas, também, a toda a estrutura que até ao momento se tem revelado muito profissional". Desta forma, a Baja Portalegre foi o ponto de viragem para o recém coroado Campeão Nacional: "É um novo ciclo que agora começa. É um passo em frente na minha carreira. Considero que foi a escolha acertada. Agora há que começar a trabalhar para conseguirmos alcançar um bom resultado no Dakar. É nisso que estou focado", concluiu Miguel Barbosa.

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